
BETHÂNIA É RIO, MAR, SOPHIA, MARESIA. Pretendo postar aqui, a biografia, músicas, textos da maior intérprete da música popular brasileira.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
MARIA BETHANIA // VILA DO ADEUS - ROBERTO MENDES
Letras de Músicas | Letra de Vila Do Adeus
Histórias que não contam mais
Quando o barco perde a praia
Quando tudo diz adeus
O céu desmaia, a luz do dia não raia
Pois se apaga a luz do céu
A dor se espraia feito pé de samambaia
E antes que a noite caia
Apaga a lua
E a saudade então flutua
Como bólido luzente
Dentro dela a gente vai
Histórias que não voltam mais
Quando os lenços cortam os laços
Num definitivo adeus
Nenhum abraço, nenhum sol nos olhos baços
Nem um traço, nem um véu
Apenas o silêncio e o som de Deus
Apenas o silêncio...
Acho que qualquer pessoa com sentimentos, sensibilidade, esqueceria num momento tão importante, a letra que fala de sua TERRA - SANTO AMARO ! PARABÉNS BETHANIA, nos mostrou mais um pouco do teu ser. Noemia Hime
SIM, SEI BEM // SUELI COSTA - FERNANDO PESSOA
Sim, sei bem
Que nunca serei alguém
Sei, de sobra
Que nunca terei uma obra
Sei, enfim
Que nunca saberei de mim
Mas agora
Enquanto dura esta hora
Esse luar, esses ramos
Essa paz em que estamos
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser
Sim, Sei Bem (Sueli Costa - Fernando Pessoa)
Como a lembrar poeticamente que todas as glórias são transitórias, Maria Bethânia abriu o show idealizado para a cerimônia de entrega do Prêmio Shell de Música 2008 com Sim, Sei Bem - poema de Fernando Pessoa, musicado por Sueli Costa. Mas, sim, Bethânia tem uma obra. E na noite do dia 09/09, na casa Vivo Rio, a hora era de render homenagens a essa obra tão autoral que fez com que, pela primeira vez, o Prêmio Shell de Música laureasse uma intérprete - e não um compositor como, até então, mandava o regulamento do prêmio criado em 1981.Em seu discurso de agradecimento, a cantora lembrou nomes importantes na sua trajetória majestosa - como Nara Leão (1942 - 1989), que, ao precisar deixar o elenco do musical Opinião em 1965, indicou Bethânia para ocupar seu lugar no espetáculo - marco inicial de carreira pautada pela extrema coerência e devoção aos seus credos e origens. A Bahia estava feliz, sinalizou Bethânia ao agradecer seu Prêmio Shell, e não foi por acaso. "Sou de Keto", sentenciou em verso do inédito samba Feito na Bahia, composto por Roque Ferreira e apresentado em primeira mão no show. De Keto, e e de guetos, Bethânia cantou sua história nobre sem deixar de ser quem sempre foi. Recitou poemas, encantou, esqueceu letra (a de Vila do Adeus) e, como sempre, saiu de cena consagrada, Abelha Rainha, enternecida pelo mel e pelas flores dos súditos que puderam ver o show para convidados.Sem forçar um caráter retrospectivo no roteiro, Bethânia costurou no inédito show músicas de vários discos e shows. Houve surpresas, como O Canto do Pajé e Não Identificado, e até algumas músicas inéditas. Entre outras músicas que identificam o canto intenso de Bethânia no imaginário popular, passaram pelo filtro de sua voz - nessa noite de festa - Yayá Massemba, O Nome da Cidade, Lamento Sertanejo, Viramundo, O Quereres, Drama, Explode Coração, Bela Mocidade, Iluminada, Lágrima, Olhos nos Olhos, Volta por Cima, Doce Mistério da Vida, Beira-Mar, Debaixo d'Água / Agora, O Canto do Pajé e Sonho Impossível, Reconvexo e, claro, Rosa dos Ventos, tema do show emblemático de 1971, matriz dos espetáculos teatrais da intérprete.Também matriz da obra de Maria Bethânia, a figura de Dorival Caymmi (1914 - 2008) foi elegantemente reverenciada com João Valentão - número ao qual se seguiu o delicioso Doce, tema de Roque Ferreira que Bethânia lançou este ano no show feito com a cantora cubana Omara Portuondo. Doce reverencia a baianidade nagô de Caymmi. E Bethânia, vale lembrar, é da Bahia, é de Santo Amaro da Purificação. Simbolicamente, Motriz e Céu de Santo Amaro foram estrategicamente posicionadas ao fim do roteiro para evidenciar que, por mais voltas que dê pelo mundo, a obra majestosa de Maria Bethânia ainda gravita em torno de Santo Amaro.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Maria Bethânia no Prêmio Shell


Maria Bethânia Diz Que é Impossível Intérprete Ser Premiado Sozinho
Em cerimônia de poucos flashes e um show com repertório surpresa, a cantora Maria Bethânia recebeu na noite desta terça-feira o 28º Prêmio Shell de Música, no Vivo Rio (centro da cidade). Na primeira vez que uma intérprete ganhou a premiação, Bethânia dedicou o prêmio à "voz feminina" do Brasil e aos compositores com quem fez parcerias. "Um intérprete não pode receber o prêmio sozinho. É impossível. Por toda a minha vida tenho que contar com grandes artistas e amigos. Este prêmio é meu, estou orgulhosíssima dele, mas é de muita gente também", disse a cantora, ao receber o prêmio. Logo depois, emendou um show com repertório surpresa, um "condensado da carreira" com 31 músicas, montado exclusivamente para a apresentação, segundo a produção. Bethânia foi premiada pelo conjunto da obra por um júri formado pelo jornalista da Folha Luiz Fernando Vianna, por Arthur Dapieve, de "O Globo", pelo radialista Fernando Mansur, pelo produtor cultural Bruno Levinson e pelos produtores musicais Moogie Canazio e Zuza Homem de Mello. Até o ano passado, o regulamento restringia a premiação a compositores. "Este prêmio sempre foi para autores, compositores, e eu sou uma intérprete. Então, eu fiquei comovida de os senhores [jurados] verem no meu trabalho alguma criatividade, alguma assinatura", disse. Em discurso de seis minutos -- mais curto que o da atriz Renata Sorrah, que apresentou a cerimônia -- Bethânia também dedicou o prêmio aos pais, a professores de escolas públicas onde estudou e a nomes como Nara Leão -- que "descobriu" Bethânia na Bahia-- Zé Ketti, Bibi Ferreira, Augusto Boal, Caetano Veloso, Chico Buarque, os músicos de sua banda e "cada um dos senhores [da platéia]". Na platéia, os 1.190 convidados da cerimônia --dez faltaram, segundo a produção -- variavam entre familiares e amigos de Bethânia, pouquíssimas celebridades, integrantes de fã-clubes da cantora e empresários da Shell. A pedido da própria Bethânia, a idéia era fazer uma cerimônia simples, com um público menor do que a casa comporta (2.500 pessoas) para dar conforto aos convidados, segundo a assessoria de imprensa do evento. A cantora também parecia à vontade nas 1h37 em que permaneceu em palco. Descalça, com saia, calça e jaqueta verdes, arriscou sambar em "Volta por Cima", riu com as mãos na cintura em "Olhos nos Olhos" e cantarolou ao errar por duas vezes a letra de "Vila do Adeus". "Desculpe. Eu adoro essa música. Se deixar, canto a noite toda", disse, sentada em um banquinho do palco, com pouca decoração e um fundo que variava em preto e azul. A platéia, na qual estavam Beth Carvalho, Sérgio Britto, Leda Nagle, Hermila Guedes e Zuenir Ventura, aplaudiu ainda tímida, mas foi se soltando aos poucos. Ao final, quando Bethânia fechou o repertório com "O que É o que É", todo o público estava de pé e se aproximava do palco para cumprimentar a cantora (Luisa Belchior). Músicas que Bethânia escolheu especialmente para este dia: Beatriz (abertura), Sim sei bem, Yayá Massemba, Nome da Cidade, Lamento Sertanejo, Viramundo, O Quereres, Dram/Explode Coração, Guriatan, Bela Mocidade, Iluminada, Lágrima/Olhos nos Olhos, Volta por Cima, Vila do Adeus, Doce Mistério da Vida, Beira Mar, Debaixo D’Água/Agora, Salve as Folhas, Um Índio, João Valentão, Doce, Feita na Bahia, Reconvexo, Grão de Areia, Objeto não Identificado, Minha História, Rosa dos Ventos, Motriz, Chão de Estrelas, Céu de Santo Amaro/Soneto da Felicidade, Incanteria, O que é o que é (bis) e textos como: Sou eu mesmo o trocado, Eros e Psiquê, Outrora eu Era de Aqui.
11/09/2008 Publicada por Neide
MARIA BETHANIA RECEBEU NO VIVO RIO SEU PRÊMIO SHELL

TRÓFEU DE MELHOR INTÉRPRETE DE 2008Aconteceu nesta terça-feira (9), para convidados, a cerimônia do 28º Prêmio Shell de Música, que será entregue à cantora baiana Maria Bethânia, 62, eleita a vencedora desta edição pelo conjunto de sua obra.
O evento, às 20h, no Vivo Rio, teve ainda apresentação da cantora, que é a primeira intérprete e a terceira mulher premiada em quase três décadas. Até o ano passado, o regulamento restringia a premiação a compositores.
Bethânia foi escolhida por júri formado pelo jornalista da Folha Luiz Fernando Vianna, por Arthur Dapieve, de "O Globo", pelo radialista Fernando Mansur, pelo produtor cultural Bruno Levinson e pelos produtores musicais Moogie Canazio e Zuza Homem de Mello.


