BETHÂNIA É RIO, MAR, SOPHIA, MARESIA. Pretendo postar aqui, a biografia, músicas, textos da maior intérprete da música popular brasileira.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
MARIA BETHANIA GUERREIRA GUERRILHA
" Marcio Debellian e eu estamos organizando a publicação do livro "Maria Bethânia Guerreira Guerrilha", de Reynaldo Jardim, lançado em única edição em 1968. Vamos fazer uma edição fac-símile, com apresentação do professor Júlio Diniz e compilação de matérias e críticas da época. Salve Reynaldo Jardim e Maria Bethânia! "
BETHÂNIA GUERREIRA
Marcio Debellian e eu estamos organizando a publicação do livro "Maria Bethânia Guerreira Guerrilha", de Reynaldo Jardim, lançado em única edição em 1968. Vamos fazer uma edição fac-símile, com apresentação do professor Júlio Diniz e compilação de matérias e críticas da época. Salve Reynaldo Jardim e Maria Bethânia!
“Teatro Opinião. Rio de Janeiro. Bethânia no palco substituindo Nara Leão. Ninguém a conhecia. Chegara da Bahia trazida por Vianinha. Aquela quase menina, na arena do Opinião, parecia, pela potência dramática, postura corporal, força emotiva, uma deusa-mulher adulta mente deslumbrante e sedutora. Quando acabou de cantar Carcará, a plateia entrou em delírio. A baianinha tornara-se a musa de toda uma geração romântica, audaciosa e revolucionária. Em uma das apresentações, subi ao palco e li o início de um poema que escrevi em sua homenagem. Posteriormente desenvolvi o tema e nasceu o polifônico ‘Maria Bethânia, Guerreira Guerrilha’. Era véspera do AI 5. Com a publicação do livro, considerado justamente subversivo, fui processado. E deixei minha musa em uma posição muito delicada.Teve que prestar depoimento no DOPS. A edição foi apreendida, retirada das livrarias. Minha casa, invadida. Republico aqui o livro só para reverenciar essa que, sendo a melhor atriz da canção brasileira, é um padrão de soberba dignidade.”
Reynaldo Jardim
BETHÂNIA GUERREIRA
Marcio Debellian e eu estamos organizando a publicação do livro "Maria Bethânia Guerreira Guerrilha", de Reynaldo Jardim, lançado em única edição em 1968. Vamos fazer uma edição fac-símile, com apresentação do professor Júlio Diniz e compilação de matérias e críticas da época. Salve Reynaldo Jardim e Maria Bethânia!
“Teatro Opinião. Rio de Janeiro. Bethânia no palco substituindo Nara Leão. Ninguém a conhecia. Chegara da Bahia trazida por Vianinha. Aquela quase menina, na arena do Opinião, parecia, pela potência dramática, postura corporal, força emotiva, uma deusa-mulher adulta mente deslumbrante e sedutora. Quando acabou de cantar Carcará, a plateia entrou em delírio. A baianinha tornara-se a musa de toda uma geração romântica, audaciosa e revolucionária. Em uma das apresentações, subi ao palco e li o início de um poema que escrevi em sua homenagem. Posteriormente desenvolvi o tema e nasceu o polifônico ‘Maria Bethânia, Guerreira Guerrilha’. Era véspera do AI 5. Com a publicação do livro, considerado justamente subversivo, fui processado. E deixei minha musa em uma posição muito delicada.Teve que prestar depoimento no DOPS. A edição foi apreendida, retirada das livrarias. Minha casa, invadida. Republico aqui o livro só para reverenciar essa que, sendo a melhor atriz da canção brasileira, é um padrão de soberba dignidade.”
Reynaldo Jardim
sábado, 1 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
POEMA DA NECESSIDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
- Poema da necessidade (Drummond)
É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer tudo.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar o fim do mundo.
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É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer tudo.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar o fim do mundo.
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